Lista de email pequena funciona? Por que você não precisa de 1.000 inscritos para começar
Lista de email pequena funciona. Veja por que 30 contatos já valem o envio, o que mandar para eles e como começar sem esperar o número ideal.
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4 minutos
“Vou começar a mandar email quando minha lista estiver maior.”
Se você já disse isso ou pensou, saiba que essa frase costuma vir acompanhada de um número. Para muita gente é 1.000. Para outras, 500. O número muda, porém a lógica é a mesma: antes dele, não vale a pena.
Eu discordo, e discordo com a minha própria lista na mão. Ela tem menos de 250 pessoas. A maior parte chegou por um único material gratuito. E é para essas pessoas que eu escrevo, de verdade, toda vez que envio alguma coisa.
Este texto é para você que tem 12, 30 ou 80 contatos e acha que isso ainda não é uma lista.
Minha lista hoje: 236 pessoas
De onde saiu a ideia dos 1.000 inscritos
Esse número vem de um tipo específico de negócio: quem vende produto digital em grande volume. Para esse modelo, a conta é de escala (com o perdão da palavra): de cada mil pessoas, poucas compram, então é preciso ter muitas.
Só que essa conta foi parar na cabeça de quem tem um negócio completamente diferente.
Pense numa psicóloga com a agenda quase cheia. Ou numa arquiteta que consegue tocar dois projetos por mês. Ou numa designer que atende quatro clientes de cada vez. Nenhuma delas precisa de mil compradores. Precisam de alguns bons clientes por mês, e de gente que lembre delas na hora de indicar.
Para quem presta serviço, a pergunta certa é outra: quantas pessoas precisam confiar em mim para o meu mês fechar?
Quase sempre a resposta cabe numa lista pequena.
O que 30 pessoas numa lista significam de verdade
Trinta seguidores e trinta inscritos são coisas bem diferentes.
Seguir alguém no Instagram custa um toque na tela. Deixar o email exige parar, digitar e concordar em receber notícias suas. É um gesto pequeno, mas é um gesto de interesse. Aquelas 30 pessoas levantaram a mão.
Imagine uma sala com 30 pessoas que escolheram estar ali para ouvir você falar do seu trabalho. Ninguém chamaria isso de plateia vazia.
E tem a parte que pouca gente considera: o email chega. Um post depende do algoritmo decidir mostrar. O email vai para a caixa de entrada de quem pediu para receber. Pode não ser aberto na hora, mas está lá, com o seu nome.
Lista pequena tem vantagens que lista grande perde
Começar pequeno tem lado bom, e ele costuma passar despercebido.
Você aprende com pouca gente olhando: o primeiro email de todo mundo sai meio torto. Melhor errar o tom com 20 leitores do que com 2.000.
Dá para responder a todo mundo: quando alguém responde ao seu email, você consegue conversar. Dessas conversas saem as perguntas que viram os próximos conteúdos, e muitas vezes saem clientes.
Não custa nada: as principais ferramentas de envio têm plano gratuito para listas pequenas. Você só paga quando a lista cresce, ou seja, quando ela já está trabalhando por você.
Você cria o hábito antes de precisar dele: quem espera a lista crescer para começar a escrever chega aos 1.000 inscritos sem saber o que mandar. E com mil pessoas que já esqueceram por que se cadastraram.
Não precisa de sequência elaborada nem de automação complicada. Três tipos de email resolvem o começo.
Um email de boas-vindas
Quem acabou de se cadastrar está no momento de maior atenção. Diga quem você é, o que a pessoa vai receber e com que frequência. Curto, do jeito que você escreveria para uma cliente nova.
Um email recorrente, na frequência que cabe na sua vida
Pode ser a cada quinze dias. Pode ser uma vez por mês. O que importa é ser uma frequência que você consegue manter. Uma dúvida que uma cliente fez, algo que você aprendeu na semana, uma ferramenta que testou. Uma ideia por email já basta.
Um convite, de vez em quando
De tempos em tempos, conte o que você oferece e como contratar. Quem está na sua lista quer saber. Se você só manda conteúdo e nunca fala do seu serviço, a pessoa nem descobre que pode trabalhar com você.
Trecho do email de boas-vindas do Boletim da Não Influencer
Como começar esta semana, com a lista que você tem
Escolha uma ferramenta de envio com plano gratuito. Não gaste uma semana comparando. Qualquer uma das conhecidas serve para começar.
Crie uma página simples de cadastro, dizendo o que a pessoa ganha ao deixar o email.
Coloque o link onde as pessoas já passam: bio do Instagram, site, status do WhatsApp.
Escreva o email de boas-vindas antes de divulgar.
Marque no calendário a data do primeiro envio e trate isso como compromisso com um cliente.
Um cuidado: só entra na lista quem pediu para entrar. Nada de adicionar contatos da agenda ou clientes antigos sem perguntar. Além de ser o que a lei de proteção de dados pede, é o que mantém a lista com gente que quer ler você.
O tamanho da lista é consequência
A lista cresce enquanto você usa. Cada email enviado é uma chance de alguém encaminhar, responder, lembrar de você na hora de indicar.
Esperar os 1.000 para começar é como esperar o restaurante lotar para acender o fogão.
Quantas pessoas deixariam o email com você hoje, se você pedisse?
Se a resposta for “algumas”, já dá para começar. E se você quiser companhia nesse começo, o minicurso gratuito Sua Primeira Lista de Email chega por email, em passos curtos, e foi feito para quem está exatamente nesse ponto.
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